Por Fernanda Duda

Três letras têm movimentado bastante o mundo dos negócios: ESG, sigla inglesa para Environmental, Social and Governance. Em português, diz-se “ASG”, em referência a Ambiental, Social e Governança

Trata-se de uma tendência que é reflexo do aumento considerável da preocupação da comunidade científica, em geral dado aos impactos do aquecimento global e outras adversidades ligadas ao meio ambiente. Diante das causas desse fenômeno, muitas empresas vêm se mobilizando para adaptar suas práticas a fim de torná-las sustentáveis a longo prazo, diminuindo os danos ao meio ambiente e à população mundial.

Além desse aspecto, a sociedade também tem se mostrado cada vez mais preocupada com valores sociais e de governança. Tornou-se indispensável garantir um ambiente corporativo diverso, prezando pela transparência e honestidade nos negócios.

Em termos mais específicos, ESG pode ser detalhado conforme sua dimensão:

  • Fatores ambientais: relacionados ao impacto de uma empresa no meio ambiente. Como por exemplo as emissões de gases pela companhia, uso de recursos naturais, como energia e água, gestão de resíduos e efluentes (…).
  • Fatores sociais: abrange a relação da empresa com seus colaboradores (políticas e relações trabalhistas), clientes e sociedade. São aspectos relacionados à diversidade, inclusão e envolvimento entre pessoas, como o respeito aos direitos humanos e proteção de dados pessoais.
  • Fatores de governança: liga-se aos mecanismos tradicionais de governança corporativa, que fazem com que a administração atue no melhor interesse de seus acionistas de longo prazo, como ter políticas bem projetadas de remuneração de executivos e prevenção de práticas ilegais, como fraude e suborno (compliance). 

Com o exposto até aqui, já é possível perceber, portanto, que adotar uma agenda ESG traz diversos benefícios às empresas. Um estudo realizado pela Ágora Investimentos apontou que eles vão desde vantagens competitivas, melhoria de reputação, maior lucratividade até à incrementação do valuation (valor de mercado) do negócio ao longo do tempo.

 Nessa visão, investidores estão cada vez mais atentos ao analisar as companhias nos quesitos ambientais e sociais, ao invés de apenas analisar seus indicadores financeiros, afinal, quando falamos em sustentabilidade e consumo consciente estamos falando de tendências mundiais. Além disso, segundo Marco Saravalle, colunista do E-Investidor, empresas que seguem uma gestão mais sustentável conseguem vê-la refletida em seus números, e talvez, daqui 10, 15 anos, não se fale mais em ESG, porque será uma obrigação, uma forma clássica de se fazer análise de investimentos.

Dessa forma, é evidente que tornar-se ESG traz consequências benéficas tanto internas quanto externas para a empresa. Internamente, esses aspectos garantem um ambiente mais diverso, inclusivo e transparente, fatores atrativos para os colaboradores. Enquanto isso, externamente, a adoção de critérios genuínos de ESG melhora a reputação da empresa e facilita a captação de investidores, por exemplo, sendo imprescindível para aqueles que almejam o crescimento do seu negócio.

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