Recrutamento – Otimizando a criação de equipes

Por Fernanda Duda

Na ponta inicial do RH está o processo de recrutamento e seleção, que é o conjunto de atividades que visa encontrar as pessoas mais adequadas para preencher as vagas disponíveis na empresa. Uma contratação mal feita afeta a rotina da organização e do trabalho, afeta as relações interpessoais e até mesmo as estratégias de expansão do  mercado. Por outro lado, seguindo boas práticas e utilizando as ferramentas adequadas, o processo se torna um importante aliado do negócio, garantindo benefícios tanto a curto quanto a médio e longo prazo. 

Entre esses benefícios de um recrutamento bem estruturado está a redução de custos, que é sempre uma das metas de qualquer empreendedor. O uso das ferramentas e procedimentos adequados faz com que o RH gaste menos tempo e recursos no preenchimento das vagas, pois os analistas conseguem gerenciar melhor a demanda e aumentar sua produtividade. 

Além disso, em uma era na qual os jovens tendem a não se manter por muitos anos em uma mesma empresa, a retenção se transformou em uma das maiores dificuldades do RH. A melhor forma de mitigar o problema do turnover – fluxo de entradas e saídas dos funcionários – é atacando uma das causas-raiz: a falha na seleção. Um profissional bem contratado se mantém satisfeito com sua admissão por muito mais tempo e consegue se desenvolver e crescer internamente, o que é de grande interesse para a empresa.

É de suma importância trazer à discussão, também, uma técnica muito utilizada na área comercial, o funil de vendas, que foi adaptado para o ambiente de recursos humanos a fim de apoiar o processo de recrutamento e seleção. Dividido em cinco etapas subsequentes, o funil pode ser customizado de acordo com a dificuldade e complexidade da vaga. 

A primeira é a etapa da atração, onde deve-se investir em mecanismos de marketing para converter os visitantes em leads (potenciais candidatos). O segundo passo é a análise comportamental, uma vez que competências técnicas são fundamentais para que o colaborador realize suas atividades com qualidade, mas as soft skills ou competências pessoais determinam as atitudes que esta pessoa apresenta dentro do ambiente de trabalho.

Essa etapa pode ser otimizada quando a plataforma de captação de currículos está parametrizada com campos que demonstrem tendências comportamentais como comunicação, criatividade e trabalho em equipe, demonstrando o perfil comportamental do candidato. Há ferramentas específicas para esta etapa,como a de Mapeamento de Gestão Comportamental.

O próximo passo é presencial: a entrevista. Neste momento o candidato precisa realmente mostrar quem é, o que sabe, quais suas experiências e como pode efetivamente contribuir para a empresa. Como última etapa, depois de escolhido o candidato ideal para a vaga, existe o processo de onboarding, que nada mais é do que o momento de acolher o novo colega de trabalho e ajudá-lo na adaptação.

Diante de todo o exposto até aqui, fica claro que contratar a pessoa certa para determinado cargo é essencial para o sucesso de qualquer empresa, independentemente de seu porte ou área de atuação. Isso porque, quando essa ação é bem executada, o negócio colhe diversos benefícios, como aumento de produtividade no trabalho e redução do turnover. Muito embora o recrutamento e seleção possam ser processos delicados, que envolvem encontrar um profissional que tenha os conhecimentos e habilidades adequados e que também esteja alinhado com os valores da empresa, existem diversos mecanismos que podem ser grandes aliados na otimização desse processo.

Equilibrando a jornada de trabalho no regime híbrido

Por Fernanda Duda

Para manter as atividades em funcionamento durante a pandemia, a solução encontrada por muitas empresas foi aderir ao chamado home office, qual seja a modalidade de trabalho remoto da sua própria casa. Falar nessa modalidade sem comentar seus benefícios em relação à economia de tempo e dinheiro, flexibilidade e conforto, é quase impossível. Nesse viés, uma pesquisa realizada pela Escola de Negócios da Universidade de Harvard mostrou que 81% das pessoas que estão em home office em razão da Covid-19, preferem continuar trabalhando remotamente ou em um sistema híbrido após o fim da crise sanitária. 

Todavia, em termos de produtividade e organização, é necessário cautela ao adentrar essa rotina. Outro levantamento, da mesma instituição, mostrou que a jornada de trabalho ficou cerca de 48,5 minutos mais longa sendo feita de casa, ou seja, para que não haja sobrecarga, é fundamental conseguir equilibrar a vida pessoal e o trabalho, discernindo os horários para cada atividade e buscando estratégias para conseguir segui-los.

Nesse sentido, torna-se crucial explanar algumas dessas estratégias, capazes de elevar a produtividade do trabalhador e assim ter um bom desempenho em suas tarefas. De antemão, tão importante quanto a organização e disciplina é a montagem da estrutura do seu escritório em home office. Ter um ambiente adequado influencia na concentração e na produtividade à medida que estimula o discernimento do que é casa como lazer e do que é casa como trabalho. Esse ponto é crucial, principalmente para aqueles que moram em família, com crianças, onde migrar as atividades para dentro de casa é uma dificuldade ainda maior. 

Outro relevante aspecto é ter a consciência que se trata igualmente do seu trabalho, apenas de outra forma. Ou seja, apesar de estar em casa, é primordial ter em mente que, naquele momento, a sua hora pertence à empresa. Parece simples mas essa falta de clareza é o que faz, muitas vezes, a pessoa se dispersar pelos afazeres domésticos ou apenas pelo conforto e acabar precisando estender seu horário de trabalho, como exposto pelos dados  da Escola de Negócio, o qual subiu, em média, 48,5 minutos por dia. 

Além disso, estabelecer uma rotina para as atividades que devem ser cumpridas no dia também é de suma importância, ter um horário de expediente programado, horário de refeições, de lazer, etc. Essa organização será uma boa aliada até mesmo para quando for necessário retornar ao ambiente de trabalho, pois o tempo de produção foi respeitado. Outros pontos chaves são a qualidade do sono e as roupas utilizadas, pois o nosso corpo responde a estímulos, e estar de pijama o dia todo, por exemplo, não instiga a produtividade, mas o descanso.

Diante de todo o exposto, fica evidente ser crucial encontrar o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional não apenas no home office, mas na jornada de trabalho presencial também. Deixar que uma área sobressaia à outra é perigoso e impacta tanto na produtividade como na saúde do trabalhador.  Com as estratégias traçadas até aqui, é possível gerenciar sua carreira e seu lar, separando os dois espaços. Você sabe que conquistou esse equilíbrio quando não trabalha em excesso, mas é produtivo, entrega seus serviços, contribui para sua empresa e possui tempo livre para cuidar de si e da sua família.

O que é ESG, e porque implantar na sua empresa

Por Fernanda Duda

Três letras têm movimentado bastante o mundo dos negócios: ESG, sigla inglesa para Environmental, Social and Governance. Em português, diz-se “ASG”, em referência a Ambiental, Social e Governança

Trata-se de uma tendência que é reflexo do aumento considerável da preocupação da comunidade científica, em geral dado aos impactos do aquecimento global e outras adversidades ligadas ao meio ambiente. Diante das causas desse fenômeno, muitas empresas vêm se mobilizando para adaptar suas práticas a fim de torná-las sustentáveis a longo prazo, diminuindo os danos ao meio ambiente e à população mundial.

Além desse aspecto, a sociedade também tem se mostrado cada vez mais preocupada com valores sociais e de governança. Tornou-se indispensável garantir um ambiente corporativo diverso, prezando pela transparência e honestidade nos negócios.

Em termos mais específicos, ESG pode ser detalhado conforme sua dimensão:

  • Fatores ambientais: relacionados ao impacto de uma empresa no meio ambiente. Como por exemplo as emissões de gases pela companhia, uso de recursos naturais, como energia e água, gestão de resíduos e efluentes (…).
  • Fatores sociais: abrange a relação da empresa com seus colaboradores (políticas e relações trabalhistas), clientes e sociedade. São aspectos relacionados à diversidade, inclusão e envolvimento entre pessoas, como o respeito aos direitos humanos e proteção de dados pessoais.
  • Fatores de governança: liga-se aos mecanismos tradicionais de governança corporativa, que fazem com que a administração atue no melhor interesse de seus acionistas de longo prazo, como ter políticas bem projetadas de remuneração de executivos e prevenção de práticas ilegais, como fraude e suborno (compliance). 

Com o exposto até aqui, já é possível perceber, portanto, que adotar uma agenda ESG traz diversos benefícios às empresas. Um estudo realizado pela Ágora Investimentos apontou que eles vão desde vantagens competitivas, melhoria de reputação, maior lucratividade até à incrementação do valuation (valor de mercado) do negócio ao longo do tempo.

 Nessa visão, investidores estão cada vez mais atentos ao analisar as companhias nos quesitos ambientais e sociais, ao invés de apenas analisar seus indicadores financeiros, afinal, quando falamos em sustentabilidade e consumo consciente estamos falando de tendências mundiais. Além disso, segundo Marco Saravalle, colunista do E-Investidor, empresas que seguem uma gestão mais sustentável conseguem vê-la refletida em seus números, e talvez, daqui 10, 15 anos, não se fale mais em ESG, porque será uma obrigação, uma forma clássica de se fazer análise de investimentos.

Dessa forma, é evidente que tornar-se ESG traz consequências benéficas tanto internas quanto externas para a empresa. Internamente, esses aspectos garantem um ambiente mais diverso, inclusivo e transparente, fatores atrativos para os colaboradores. Enquanto isso, externamente, a adoção de critérios genuínos de ESG melhora a reputação da empresa e facilita a captação de investidores, por exemplo, sendo imprescindível para aqueles que almejam o crescimento do seu negócio.

COMO AS EMPRESAS REDUZIRAM SEUS CUSTOS COM O USO DE TECNOLOGIA NO RH?

Por Fernanda Duda

Time bem estruturado é o caminho para o sucesso de seu negócio! A área de Recursos Humanos, cada vez mais, é ponto chave quando se fala em otimização de atividades e procedimentos dentro de uma empresa. Através da análise de dados, e com o auxílio de softwares de gestão e automação, o RH se tornou fundamental no crescimento do capital humano, fazendo os processos funcionarem da melhor forma dentro da rotina da organização, e, consequentemente, obtendo melhores resultados. 

Essa inserção tecnológica é peça estratégica quando se fala em redução de custos dentro de uma empresa, pois são investimentos que, além de aumentar a produtividade e eficiência operacional, também diminuem gastos desnecessários muitas vezes ocultos entre processos sem monitoramento. De acordo com um estudo publicado pelo IDG (Instituto de Desenvolvimento e Gestão), em agosto de 2020, o controle e a redução de custos e despesas estavam entre as atividades que mais demandam tempo dos gestores de tecnologia nas empresas, dedicando 43% do seu tempo a esse objetivo.

Soluções como ERP, CRM, Automação de Vendas e Marketing Digital são alguns dos investimentos em tecnologia que contribuem para a redução de custos, uma vez que permitem o acompanhamento de indicadores importantes em tempo real. O ERP (Enterprise Resource Planning), conhecido também como Sistema Integrado de Gestão Empresarial, permite acompanhar todos os processos da sua empresa, do planejamento da produção até as vendas e os resultados finais, gerando informações que ajudam a reduzir custos do dia a dia. Essas informações, como aquisição de matéria prima, dimensionamento de produção, orçamentos e precificação, estando bem acompanhadas, geram um retorno mensurável. 

Já o CRM (Customer Relationship Management) é um sistema que acompanha todo o relacionamento que sua empresa tem com o cliente, seja nos contatos iniciais, na venda ou no pós-venda. Com ele, é possível identificar os clientes mais rentáveis, os que compram com maior frequência e os que precisam de mais relacionamento. Ou seja, utilizando essa ferramenta, sua empresa pode se concentrar nos contratos de maior potencial e trabalhar alinhada com o retorno de cada um.

Além disso, um bom planejamento de marketing digital permite que a empresa automatize uma série de tarefas de relacionamento e vendas, como também ajuda a reduzir os custos de aquisição de novos clientes, isso porque utiliza-se canais certeiros para chegar ao seu público alvo. Sites, redes sociais, e-mails, anúncios, tudo isso facilita a comunicação, automatizando processos práticos, o que fortalece o contato com o público certo e reduz o tempo com atendimentos, por exemplo. 

Diante do exposto, é evidente que a gestão baseada em dados, com tecnologias que permitem enxergar todos os processos e gerenciar todos os indicadores, já é uma realidade. Trabalhar com essas ferramentas é ter informações precisas a todo momento, sendo de suma importância para identificar suas despesas e trabalhar sobre elas. Dessa forma, a inovação na área de Recursos Humanos é fundamental, pois com dados sólidos em mãos, reduzir os gastos e aumentar a produtividade torna-se mais fácil, gerando inteligência competitiva e facilitando na compreensão de entrega de valor ao seu cliente. 

QUAL O PAPEL DO RECURSOS HUMANOS NA INOVAÇÃO?

Escrito por Fernanda Duda

É evidente que o avanço tecnológico está transformando a maneira que trabalhamos. Nas mais diversas áreas, utilizar a tecnologia ao nosso favor tornou- se peça estratégica e essencial. No setor de Recursos Humanos não é diferente, atualmente essa é uma área que  conta com diversos softwares e ferramentas de gestão, sendo destaque na otimização de atividades burocráticas e procedimentos que demandam bastante tempo para serem executados.

Mas afinal, o que é o RH e qual o seu papel dentro de uma empresa?

Essa sigla refere-se aos termos de gestão de recursos humanos. Não existe empresa sem pessoas, e tão importante quanto o trabalho dessas pessoas é saber gerir seus comportamentos e habilidades. Uma boa condução nesse sentido tem impacto valioso na vida pessoal e profissional dos colaboradores, aumentando o engajamento e motivação no que fazem, e isso recai diretamente na produtividade da empresa. Ou seja, é uma área que administra os comportamentos dos funcionários a fim de potencializar seu desenvolvimento dentro de uma organização.

Através da análise de dados e com o auxílio de softwares de gestão, o RH se tornou peça chave no crescimento do capital humano dentro das empresas. Com dados sólidos em mãos, conseguem ser assertivos e trabalhar de modo estratégico diversos pontos que constituem a rotina do ofício, como a relação entre líderes e liderados, gestão de crises, treinamentos, seleções e o próprio clima organizacional, indispensável para um bom ambiente de trabalho. 

Adentrando nos processos característicos dessa área, desde o recrutamento e seleção é possível analisar a diferença que um sistema inovador traz. Por meio de um software com mapeamento de perfil comportamental, por exemplo, o RH pode identificar se o candidato conta com as competências que determinado cargo exige, como: pensamento analítico, dinamismo para executar a função, perfil de liderança – no caso de um posto de gestor – entre outros. Com todas essas aptidões mapeadas, torna-se mais certeira a escolha do candidato, contribuindo para sua afinidade com o cargo e, consequentemente, uma boa performance do mesmo.

Além disso, é importante falar na rotina de treinamentos dentro da empresa. O perfil do profissional hoje em dia é estar em constante desenvolvimento, e fazer parte de uma organização que busque essa evolução é essencial. Nesse ponto, o RH pode ser estratégico ao oferecer capacitações de acordo com os perfis comportamentais de cada um, trabalhando suas hard e soft skills com treinamentos pontuais.

 Ademais, o clima organizacional também é fundamental para o crescimento do negócio, priorizar um ambiente saudável e harmônico é priorizar o desempenho de todos. Nesse sentido, um exemplo de inovação foi a implementação, por algumas empresas, do chamado “termômetro do humor”, em que as pessoas escolhem um emoji para representar seu humor/ sentimento do dia antes de começar o trabalho. Com essa única resposta é possível tirar muitas informações do âmbito pessoal de cada um, e saber agir da melhor forma para utilizá-lo no profissional, verificando os melhores planos de ação para aquele dia.

Diante de todo o exposto, é evidente a importância de ter um RH estratégico na sua empresa. Esse modelo de gestão prioriza, principalmente, as competências comportamentais dos colaboradores, o que faz com que o profissional se identifique com o ofício e continue crescendo e evoluindo dentro da empresa. Conhecer as pessoas e seus diferenciais é o primeiro passo para potencializá-los. Logo, o papel do RH inovador é fazer os processos funcionarem da melhor forma dentro da rotina da organização, e, consequentemente, gerar profissionais de alta performance com resultados incríveis.

NINGUÉM CRESCE SOZINHO, DESENVOLVA SEU TIME.

Escrito por Fernanda Duda

Por mais moderna que seja a tecnologia utilizada, não existe empresa sem pessoas. E qualquer empreendimento, ainda que erguido por uma única mente, precisará de um time para continuar crescendo. O dinamismo do mercado exige que empresas e trabalhadores estejam sempre se aperfeiçoando para atender às necessidades do consumidor, e isso requer um bom trabalho em equipe. A fim de otimizar esse trabalho conjunto, membros motivados e líderes atentos às particularidades de cada um são peças indispensáveis.

Para se alcançar o sucesso como empreendedor, existem algumas competências necessárias, estando, sem dúvidas, uma boa liderança de equipe entre as principais. Um ponto importante sobre esse tema é a diferença entre chefiar e liderar. Segundo o autor Mário Donadio, em sua obra “Chefiar, simples assim!”, esses termos não podem ser encarados como sinônimos, mas complementos. Chefes sem atitudes de líderes são desastrosos, e líderes sem conhecimento e habilidades de chefes são perigosos. 

Para o autor, um bom líder deve ser um exemplo, uma referência e uma inspiração para todos os liderados. Trabalhando para o sucesso do colaborador, consequentemente esse mesmo contribuirá para o sucesso da sua empresa. Por isso, posturas de imposição e superioridade não são adequadas, isso porque, quando você se eleva, automaticamente está rebaixando o outro, e quando isso ocorre, as tarefas não são realizadas com vigor, diminuindo a qualidade e produtividade da empresa. Não seja um gestor com pensamento verticalizado, aprenda a trabalhar com uma dinâmica de feedbacks e discussões horizontalizada.

Além disso, um líder é também um motivador. Motivação é criar estímulos para impulsionar a si próprio ou aos outros para agir a favor de uma meta, e um dos exemplos que pode ser praticado para tanto é o treinamento, a fim de potencializar e envolver o seu time recorrentemente, pois o mercado muda, os valores mudam, e a equipe deve se preparar, a cada momento, para um novo cenário. Tocando nesse ponto, é interessante falar sobre o papel do vendedor, o qual há alguns anos ouvia que sua profissão estava condenada à extinção devido à internet, mas hoje vemos que o quadro é completamente diferente. 

Os vendedores de hoje têm a internet como principal aliada, e um bom treinamento nesse ponto é imprescindível não só para aumentar as vendas, mas para conhecer o seu mercado de atuação e adequar-se à ele. Hoje fala-se na venda consultiva pautada em captadores de listas, com utilização de hunters, e os responsáveis pelo fechamento de contrato, os closers. Nesse ponto, preparar sua equipe para atender às demandas atuais é um diferencial, pois a passagem de bastão dentro da equipe de marketing, vendas e customer success, é crucial para o processo de captação, conversão e, principalmente, retenção da carteira de clientes. 

Nesse sentido, falando em mudança de cenários, o conceito de resiliência emerge como uma grande competência para o sucesso no mundo empresarial, qual seja a capacidade de enfrentar situações críticas e diversificar perspectivas para superá-las. O professor Paulo Yazigi Sabbag, da Fundação Getúlio Vargas, idealizou a primeira escala nacional para avaliar o nível de resiliência de profissionais, a Escala de Resiliência Sabbag (ERS). Ela relaciona 9 fatores dentro do conceito de resiliência com pesos diferentes do maior para o menor. São eles: autoeficácia; solução de problemas; temperança; empatia; proatividade; competência social; tenacidade; otimismo e flexibilidade mental, respectivamente. Com o teste, é possível descobrir os pontos mais fortes e os mais fracos dos profissionais e trabalhá-los separadamente. 

Diante de todo o exposto e tratado a respeito do trabalho em equipe no ramo empresarial, fica claro que ser um bom líder é uma qualidade admirável que faz diferença nos resultados. Embora saibamos que gerenciar pessoas é um desafio, ainda mais estando à frente do seu próprio negócio, é o gerenciamento correto que impacta no desenvolvimento profissional de cada um e, consequentemente, no desempenho da equipe por completo. Trabalhar em conjunto significa fazer sua parte bem feita, para que todos os que dependem do seu trabalho possam ser beneficiados por ele, em especial, a sua empresa. 

OS PRINCIPAIS PEDIDOS RELACIONADOS À JORNADA DE TRABALHO, NA JUSTIÇA DE TRABALHO.

Escrito por Fernanda Duda

As ações trabalhistas são demandas judiciais em que os empregados, insatisfeitos com alguma situação decorrente do vínculo empregatício, acionam a Justiça do Trabalho para obtenção dos seus direitos. Dessa forma, conhecer as causas trabalhistas mais comuns é fundamental para atentar-se aos principais riscos que a sua empresa corre, bem como prevenir-se destas ações. 

Inicialmente, há de se falar na cobrança de verbas rescisórias – direitos reconhecidos por lei para o trabalhador quando sua relação com a empresa chega ao fim. Com a assinatura do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT), ficam redigidas todas as informações importantes sobre o vínculo trabalhista, como a data de admissão, demissão e valores a serem pagos. 

Ocorre que, muitas vezes, devido à falta de registros do empregado, a empresa não realiza esse pagamento de forma correta, atrasando a quitação ou fazendo descontos indevidos, por exemplo. Nesses casos, o artigo 477, §8º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê o pagamento de multa equivalente ao salário do trabalhador. Por isso mesmo, diante do atraso, é comum que os trabalhadores ingressem com uma ação judicial para receber todos os valores.

Outro pedido de grande recorrência diz respeito ao adicional de atividades insalubres. Este é caracterizado quando o trabalhador exerce suas funções exposto a agentes nocivos, estando em níveis acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza, intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos, conforme o art. 189 da CLT.

Todavia, muitas empresas negligenciam essas normas de segurança e deixam de pagar os adicionais, que podem ser de 10% à 40% do salário mínimo. Como consequência, os funcionários ingressam com os processos trabalhistas para receber os valores devidos. 

Por fim, tratando desse tipo de processo judicial, é imprescindível explanar acerca do pagamento de horas extras aos colaboradores, pedido que encontra-se em 2° lugar no Ranking de Assuntos mais Recorrentes no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Setembro de 2021, com 31.285 processos. 

Toda hora excedente trabalhada além da jornada descrita pelo contrato de trabalho configura hora extra. O seu valor, em conformidade com o artigo 7º da Constituição Federal, inciso XVI, é de no mínimo 50% superior à hora normal, e a principal dificuldade relacionada a esse pagamento é a falta de um registro eficiente das horas trabalhadas, ou por irregularidades no banco de horas implementado.

Diante de todo o exposto, ao atentarmos para os principais pedidos relacionados à jornada de trabalho, não resta dúvida da importância e necessidade de um sistema de controle efetivamente capacitado para fornecer à empresa a segurança jurídica que precisa ter. Verbas rescisórias, adicional de insalubridade e, principalmente, pagamento de horas extras, são causas que podem ser evitadas com um bom controle de jornada de trabalho.

É nesse sentido que entra o Faceponto. Um gerenciador inteligente que traz segurança ao empresário, resguardando-o de processos judiciais indesejados, muitas vezes com causas e valores absurdos. Apostar em um sistema digital seguro permite aos gestores uma liberdade maior para gerir outras áreas importantes do seu negócio, tendo toda a documentação e controle da jornada de trabalho dos seus colaboradores a um clique.

O que é ser omnichannel e qual sua importância na atualidade

Escrito por Chiara do Vale / Raphael Rodrigues

A última década foi marcada por uma onda de transformação, com um crescimento vertiginoso da internet e o surgimento de novos canais de comunicação. Diante dessa nova disrupção tecnológica as empresas precisaram reestruturar as suas operações para se adequarem à esta nova realidade com necessidade de melhoria da experiência do cliente, e possibilidade de adequação aos diferentes canais de comunicação para atendê-lo, não sendo mais cabível se restringir ao velho atendimento telefônico.

Como forma de evitar situações, como a falha de comunicação ocasionada pelo bug de algum canal, é necessário atentar para a criação de uma rede de comunicação integrada, pois nenhuma empresa deveria ser refém de um único canal para manter a relação com os seus clientes. Para isso, as empresas perceberam que seria necessário investir na Omnichannel para proporcionar uma melhor experiência do cliente e obter mais segurança.

Com divergências sobre como, e quando, foi criado, o omnichannel nasceu como forma de proporcionar uma experiência otimizada ao cliente, em todos os canais, seja no domínio digital ou físico. Ainda hoje é um assunto muito discutido dentro dos grandes negócios. Porém ao longo do tempo o termo foi evoluindo e chegando ao que conhecemos hoje.

Atualmente o termo “omnichannel” refere-se à integração realizada pela empresa para manter o contato com a sua base de clientes, independentemente do canal utilizado para realizar um pedido ou se conectar com prestadora de serviço. 

Para isso, a organização precisa investir na estruturação de sua máquina de vendas, com o intuito de gerar a integração de seus diferentes canais, indo desde a captação dos seus leads, nutrição e qualificação de sua base, seguindo para a sua conversão. 

Porém, é importante não seguir a dica de alguns ditos “gurus”, que preconizam o direcionamento de todo o seu tráfego para apenas uma rede de conversão (principalmente quando falamos de empresas que atendem ao B2B), como, por exemplo, um Whatsapp, a sua plataforma deve ser o fim, e não as redes alheias, quer exemplo maior do que os últimos bugs, onde todas as redes vinculadas ao Facebook ficaram fora do ar? Se seu tráfego pago, ou orgânico, estivesse direcionado para conversar com sua equipe de vendas no Whatsapp, você estaria perdendo dinheiro!

Diante da queda dessas redes, muitos negócios simplesmente pararam de funcionar, por ter como base esses canais de comunicação e não terem optado por tornar sua empresa omnichannel, ou seja, presente em vários canais digitais e físicos de forma integrada, voltada para a melhor experiência do consumidor. 

O que podemos, e devemos,  aprender com os fatos ocorridos nos últimos dias é que, não é mais possível, no mundo digital, depositar todas as fichas da sua empresa em um único canal de conversão digital, sendo importante trabalhar diferentes frentes de direcionamento do seu atendimento, através de redes sociais, para melhoria do alcance de sua marca, e captação de leads, landing page para captação e direcionamento para material de nutrição e informacional, para nutrir e transformar esse MQL em SQL, e aí por diante, até que ele caia no seu site, e seja direcionado para a equipe de vendas. 

E agora, sua empresa vai continuar no passado ou avançar para o futuro? 

Privacidade e segurança na era da informação

Por Chiara do Vale

Com o advento da internet observamos um intenso progresso informacional em todas as áreas, como, por exemplo, na comunicação, tecnologia, ciência, dentre outros. Nesse ambiente de avanço que a sociedade se encontrava, e ainda se encontra, diversos setores se desenvolveram em nível nunca antes observado na história da humanidade. 

No entanto, com todo esse progresso surgiram, também, diversas problemáticas mundiais, principalmente no que se diz respeito a segurança das informações veiculadas no meio cibernético. 

Nos últimos anos nos deparamos com inúmeros escândalos relacionados ao vazamento de dados por grandes empresas do setor da tecnologia, como foi o caso da multimilionária empresa do Mark Zuckerberg, o Facebook. Em novembro de 2016, Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, fato que contrariava todas as pesquisas realizadas na época. 

Meses depois se tornou de conhecimento público que a empresa Cambridge Analytica utilizou dados pessoais de usuários do Facebook para fortalecer sua campanha eleitoral através de publicidade. Esse escândalo ganhou escala mundial, fazendo com que todos os olhos do mundo se voltassem para essa grande problemática moderna: a privacidade e a segurança de dados. 

Dois anos depois, em 2018, nasceu no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD.  

O que é a Lei Geral de Proteção de Dados?

Essa lei, é um marco legal de extrema importância para a proteção, o uso e o tratamento de dados pessoais pelas organizações brasileiras. Para entendermos a LGPD, é necessário, inicialmente, compreender o conceito de dados pessoais e quais são esses dados. 

A lei define dados pessoais como: qualquer tipo de informação relacionada a um indivíduo que possa, de forma isolada ou em conjunto com outros dados, definir sua identidade.

Alguns exemplos de dados pessoais são: 

  • nome;
  • endereço; 
  • endereço de e-mail; 
  • dados de cadastro; 
  • telefone; 
  • número de documentos (RG, CPF, entre outros); 

Com a LGPD fica proibida a utilização desse tipo de dados para fins de marketing sem a prévia autorização do utilizador. Essa regulamentação é de extrema importância, pois preenche uma grande lacuna legal e evita que situações como as que ocorreram no passado se repitam.

As empresas já estão atualizadas em conformidade com a LGPD? 

Nesse sentido, as empresas estão buscando se atualizar rapidamente, porém, por se tratar de um momento de transição, muitas delas ainda não se adaptaram a essa nova realidade. Ao contrário de grande parte das empresas, a Faceponto, devido ao seu vasto respaldo jurídico, conseguiu, velozmente, adaptar-se a essa importante inovação para o mercado tecnológico e jurídico obedecendo todas as regras estabelecidas na LGPD. 

Com isso, a Faceponto oferece, além de um gerenciador de jornadas extremamente eficiente, onde a empresa pode centralizar toda a gestão de RH, um armazenador de dados, onde seus clientes são capazes de utilizar tais informações para a construção da sua estratégia de inteligência de negócios. 

O sistema Faceponto está, desde o início de 2021, inteiramente adequado à lei geral de proteção de dados para te ajudar com os dados da sua empresa e te proteger de possíveis problemáticas legais, atenuando, drasticamente, as preocupações referentes ao vazamento de dados e questões de privacidade. 

Melhoria na jornada de trabalho ajuda a salvar o planeta

É fato que o processo de otimização da jornada de trabalho traz economia para as empresas, e isso fica evidenciado pela redução do tempo de trabalho da equipe, que não só diminui o montante financeiro repassado para quitação de horas extras, como também torna o ambiente de trabalho mais saudável, reduzindo a insatisfação da equipe, Burnout, e queda de produtividade. Pois é, atingir o sucesso não se trata de gastar mais energia, e sim de direcioná-la de forma racional.

Um dos objetivos das grandes corporações é o foco na redução da emissão de carbono, que acarreta melhoria na competitividade, possibilidade de  acesso a créditos especiais, e a inserção da empresa no rol dos negócios sustentáveis, melhorando a sua imagem perante a sociedade.

Com isso, chegamos no ponto chave desse artigo, que é a redução da emissão de carbono pela melhoria da jornada de trabalho. Um estudo realizado pela Universidade Amherst de Massachusetts mostrou que se passássemos 10% menos tempo no local de trabalho, seria possível reduzir em 14,6% a nossa pegada de carbono. E caso seja possível estabelecer um dia da semana para realização de trabalho home office, o índice de redução da emissão de carbono cairia em quase 30%.

Para os negócios que conseguem utilizar o sistema híbrido de trabalho, será possível vislumbrar a redução no uso de transporte para deslocamento dos colaboradores até o ambiente de trabalho. E, ainda, a diminuição do consumo de snacks e outros alimentos industrializados, cuja produção desempenha um papel relevante na emissão de carbono, e que geralmente são consumidos nos intervalos da jornada. É fato, que na maioria dos casos, comer em casa significa comer melhor.

Para as empresas que desempenham atividade essencial, a otimização da jornada é um grande passo para o controle da emissão de poluentes. Otimizar o tempo do colaborador dentro da empresa, gerando redução de tempo da jornada, conforme os dados supracitados, será de grande valia, possibilitando a melhoria da imagem para o seu público, e realização de endomarketing, o que promoverá o aumento do engajamento, e satisfação dos seus colaboradores.

Diante de toda essas informações, fica ainda mais evidente que a melhoria na gestão da jornada de trabalho da sua equipe não só será muito boa para a saúde financeira do negócio, assim como para o aumento  da produtividade de sua equipe, e a possibilidade de desenvolvimento do marketing com foco na sustentabilidade. Pense nisso: Empresas sustentáveis lucram mais!