Melhoria na jornada de trabalho ajuda a salvar o planeta

É fato que o processo de otimização da jornada de trabalho traz economia para as empresas, e isso fica evidenciado pela redução do tempo de trabalho da equipe, que não só diminui o montante financeiro repassado para quitação de horas extras, como também torna o ambiente de trabalho mais saudável, reduzindo a insatisfação da equipe, Burnout, e queda de produtividade. Pois é, atingir o sucesso não se trata de gastar mais energia, e sim de direcioná-la de forma racional.

Um dos objetivos das grandes corporações é o foco na redução da emissão de carbono, que acarreta melhoria na competitividade, possibilidade de  acesso a créditos especiais, e a inserção da empresa no rol dos negócios sustentáveis, melhorando a sua imagem perante a sociedade.

Com isso, chegamos no ponto chave desse artigo, que é a redução da emissão de carbono pela melhoria da jornada de trabalho. Um estudo realizado pela Universidade Amherst de Massachusetts mostrou que se passássemos 10% menos tempo no local de trabalho, seria possível reduzir em 14,6% a nossa pegada de carbono. E caso seja possível estabelecer um dia da semana para realização de trabalho home office, o índice de redução da emissão de carbono cairia em quase 30%.

Para os negócios que conseguem utilizar o sistema híbrido de trabalho, será possível vislumbrar a redução no uso de transporte para deslocamento dos colaboradores até o ambiente de trabalho. E, ainda, a diminuição do consumo de snacks e outros alimentos industrializados, cuja produção desempenha um papel relevante na emissão de carbono, e que geralmente são consumidos nos intervalos da jornada. É fato, que na maioria dos casos, comer em casa significa comer melhor.

Para as empresas que desempenham atividade essencial, a otimização da jornada é um grande passo para o controle da emissão de poluentes. Otimizar o tempo do colaborador dentro da empresa, gerando redução de tempo da jornada, conforme os dados supracitados, será de grande valia, possibilitando a melhoria da imagem para o seu público, e realização de endomarketing, o que promoverá o aumento do engajamento, e satisfação dos seus colaboradores.

Diante de toda essas informações, fica ainda mais evidente que a melhoria na gestão da jornada de trabalho da sua equipe não só será muito boa para a saúde financeira do negócio, assim como para o aumento  da produtividade de sua equipe, e a possibilidade de desenvolvimento do marketing com foco na sustentabilidade. Pense nisso: Empresas sustentáveis lucram mais!

Como construtoras e concreteiras podem melhorar o controle da jornada dos seus colaboradores?

É fato que um  dos setores-chave do desenvolvimento nacional é o da construção civil, sendo responsável pelo maior índice de contratação de mão-de-obra no período de pandemia. Porém, ao mesmo tempo que os números apontam para o crescimento do setor, identificamos um dado alarmante: cerca de 20% dos processos trabalhistas que chegam ao TST são da atividade industrial, setor que abarca a construção civil. 

                Sendo ainda mais específico, o TST aponta para o fato de que a demanda mais recorrente nos processos recebidos, é a contabilização indevida de horas extras, e isso acarreta para as construtoras, e concreteiras, um efeito cascata, que se inicia com a ocorrência de um processo específico, de um demandante, que mobiliza um rol de testemunhas, via de regra com passagem pela empresa, e que tem grande chance de se tornar um novos processo na justiça do trabalho.

                Diante do cenário, deve-se levar em consideração uma peculiaridade do direito trabalhista, que é a ocorrência da inversão do ônus da prova, onde compete à empresa provar que os argumentos trazidos pela outra parte não estão em consonância com a realidade. Um dos problemas encontrados dentro das empresas diz respeito à falta de centralização da documentação dos colaboradores, o que acarreta extravio de alguns desses comprovantes, como folhas de ponto, e atestados.

                Outro agravante se deve à utilização de sistemas tradicionais de controle de jornada, que impossibilita o monitoramento dos colaboradores que trabalham externamente, como operadores de caminhão-betoneira, operadores de bomba de concreto, dentre outras funções, o que acarreta ausência da marcação de ponto do intervalo intrajornada, e que entra na folha através de manipulação do sistema.

                Quando adentramos no cerne da contabilização da hora extra, identificamos a falta de um sistema que centralize o monitoramento das horas trabalhadas, onde a equipe de recursos humanos acaba apenas replicando informações, e que para realizar a análise das batidas, tem que computar, manualmente, diversas adequações e atualizações.

                Como forma melhorar tais problemas, a inteligência artificial aparece como principal melhoria no processo de controle da jornada de trabalho, com monitoramento através do reconhecimento facial e georreferenciamento. Através dessa tecnologia, é possível que o colaborador efetue a batida de ponto mesmo estando em rota de entrega de produtos, ou trabalho externo, sempre que autorizado pela gestão da empresa. Com a realização das batidas, o sistema monitora o controle do banco de horas, que pode ser administrado pelo departamento de recursos humanos, possibilitando a melhoria da gestão da jornada. E, por fim, torna-se possível colocar toda a documentação, referente à jornada de trabalho, dentro do próprio servidor, e puxar tudo com apenas alguns cliques, evitando-se o extravio ou perda de documentos.

                Nesse cenário, é importante levar em consideração que a incorporação de melhorias tecnológicas, muitas vezes mais baratas do que os sistemas convencionais, acarretam o aumento da produtividade da equipe, melhor gestão da rotina laboral, maior segurança jurídica, pela centralização das informações, assim como melhoria do controle estratégico da jornada de trabalho. Lembre-se, os processos trabalhistas podem acarretar despesas jurídicas altas, e desgastes desnecessários, opte sempre pela prevenção, e pela redução de problemas futuros. Sua cabeça tem que estar focada no melhor desempenho de suas atividades, e não em problemas evitáveis.

Cocriação – A estratégia 4.0

Trazendo o ano de 2020 para os negócios, podemos dizer que a palavra-chave foi “resiliência”. Uma das principais demandas das empresas foi a necessidade de realização de transformação digital, virando a chave, e entrando numa nova realidade de mercado, onde, além de facilitar o processo de compra e venda, foi necessário vislumbrar se aquele mercado estaria propenso a seguir comprando os seus produtos.

Como forma de reduzir os impactos, muitas empresas se reinventaram e adentraram em mares, até então, inexplorados. Existem diversos casos que podemos citar, mas um que nos chamou bastante a atenção foi o de um salão de beleza que se tornou mercado de produtos orgânicos, como forma de manter a sua equipe empregada, e “hibernar” enquanto a demanda não normalizava.

Muitos amigos nos abordam para saber como o Faceponto manteve um crescimento exponencial no período de crise, e o que vem à mente, até como forma de auxiliar outras empresas é apresentar o princípio da cocriação. O empresário é conhecedor do seu negócio, e é imprescindível manter a comunicação com os seus clientes, uma vez que de tempos em tempos as necessidades mudam, e o seu negócio deve acompanhá-las. Logo, você é a pessoa apta a analisar as fraquezas do seu negócio, transformá-las em diferencial competitivo

Através da análise do NPS, e das indicações de melhoria dos nossos clientes, mantivemos o sistema compatível com o esperado pelo nosso público, o que acarretou um índice de aprovação mensal acima do verificado em mercado, e consequente redução do churn. Com isso, conseguimos fidelizar nossa carteira de cliente, e abarcar os leads que constavam em carteira para fechamento há algum tempo.

Além das melhorias no sistema, vislumbramos demandas mercadológicas ociosas que foram incorporadas ao nosso mix de serviços, o que favoreceu a ocorrência de upsell e cross sell. Por fim, as participações em editais de relevância nacional nos levaram a um processo de aceleração do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, com um aporte financeiro que possibilitará a operacionalização em todo o território nacional de forma ainda mais rápida.

Lembre-se, a sua empresa tem uma identidade empresarial que será o seu alicerce, porém, isso não significa imutabilidade. A perpetuidade do negócio muito lembra o paradoxo do navio de Teseu, onde, numa longa viagem, o navio teve suas peças desgastadas substituídas, como forma de evitar possíveis danos, e ao chegar no seu destino, constatou-se que o navio não era mais o mesmo. O que torna o navio que saiu do porto igual ao que chegou no outro extremo não são as peças, e sim a sua essência, a sua equipe. Pense nisso!

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